domingo, maio 04, 2008

Em Defesa da Língua Portuguesa: Contra o Acordo Ortográfico

«(...)sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado), e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia. (...)»
A assinar.

1 Comentários:

Anonymous Carlos Portugal said...

Caro DB:

A aberração deste acordo (único apenas por - que eu saiba - nenhum outro país ou cultura se ter lembrado de uma imbecilidade a este nível) reside em três pontos de agenda inconfessáveis:

1º - Pressão dos grandes fabricantes de computadores, software e periféricos no sentido de uniformizarem tudo, impondo o teclado americano como padrão - sem acentos ou cedilhas - como em tempos aconteceu no Brasil, que engoliu o disparate como uma «modernidade». Depois, apareceram por lá programinhas (estou-me a lembrar de um chamado «fácil») para permitir, por combinação de teclas, repor os acentos e cedilhas.

É um negócio de milhões, pois também se incluem os programas de processamento de texto, dicionários, etc.

2º - Tentativa de anular por completo as editoras portuguesas, para que as brasileiras fiquem a deter o monopólio da edição em língua portuguesa. Essas mega-editoras brasileiras, intimamente ligadas às majors americanas, são uns monstros económicos, mas a qualidade dos seus produtos (livros) é na generalidade muito má. As traduções de livros técnicos, por exemplo, são absolutamente imprestáveis. Traduzem tudo à letra, inventando vocábulos, ficando o texto muitas vezes sem sentido.

3º - No Brasil houve recentemente a aposentação compulsiva de mais de uma centena de milhar de professores. Postos na prateleira. Assim, a sinistra ministra cá do burgo está a fazer tudo para que os nossos professores se demitam, ou sejam reformados antecipadamente, para darem lugar aos milhares de brasucas que virão - a preço de saldo - ocupar as vagas e trabalhar sob quaisquer condições. Trabalho escravo para sobreviverem.

É fácil, é barato, e dá milhões...

E é isto - para além da sempre presente tónica de destruição de culturas, de abastardamento de povos, de nivelamento por baixo - que está por detrás deste famigerado «acordo».

Cumprimentos.

10:15 da manhã  

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