segunda-feira, setembro 29, 2008

Max Keiser explica a crise em 6 minutos



Quem fala assim não é gago, e o homem ainda por cima tem sentido de humor.

2 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Mais uns comentários giros pelo mesmo Max Keiser:
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Sobre a China, o Irão, e os «especuladores»:
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Sobre a herança Greenspan:
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E do Ron Paul sobre a situação e as perspectivas:
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"You did warn about a lot of this stuff, so my hat's off to you" diz o entrevistador da Fox. Pois...

Sobre o voto de ontem:
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Mais uns quantos clips para quem tiver tempo de os ver:
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E alguns esforços para restaurar a república americana, congregando diversas resistências ao actual regime:
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O mais engraçado é a conclusão que por cá quase todos tiram, desde os mais patéticos comentadores mediáticos até aos mais doutos peritos em economia e finanças: o crédito magicamente garantido pelo estado falha? Bom, então o que é preciso é mais magia para evitar as «leis cegas do mercado» que se recusam a confundir dívida com riqueza...

Como as rotativas já não fazem barulho desde que o sábio regulador aboliu todos os padrões naturais do mercado da emissão e preservação de valor da moeda (ouro melhor que cobre, cobre melhor que galinhas, galinhas melhor que palha, palha melhor que promessas à má fé), a malta até vai julgar que a nova «injecção de liquidez» chega de outro universo através de uma singularidade espacio-temporal...

É a chamada teoria do buraco cinzento que explica o universo inflacionário, mas nunca digam «inflacionário» porque eles não gostam que se saiba.

Deve dizer-se que a culpa do universo ser como é, é dos hábitos «exagerados» de consumo por parte do público e da sede «exagerada» de lucro por parte dos produtores, como se existissem misteriosos padrões fora do funcionamento do mercado, que não podem contudo ser revelados pelos «reguladores». Assim já gostam.

Mas esta gente reguladora regulará bem da cabeça?!

E nós por cá, no meio de todas as trafulhices locais e globais?

Portugal vendeu nada mais nada menos que 145 toneladas de ouro entre 2002 e 2004, i.e. essencialmente durante a fabulosa governação Barroso que, além de colocar o país na posição de colaboração activa com guerras de agressão desastrosas para todos (à excepcao do franchise «al-Qaeda»), também tratou de nos liquidar boa parte da «pesada herança» em ouro, e nao só para acorrer aos problemas «da tanga» (comparada com a contenção barrosista, a socrática até sai favorecida), uma vez que essas vendas eram defendidas pelos vários economistas de serviço como altamente convenientes, independentemente da necessidade absoluta de se efectuarem:
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Em fins de 2006, as nossas reservas de ouro situavam-se nas 407,5 ton:
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Partindo do princípio que este quadro com as reservas de ouro por países em Junho de 2008 está correcto, as portuguesas devem situar-se hoje nas 382,5 ton. Ou seja, se estou a interpretar bem os dados pescados numa rápida pesquisa à internet:

-- Entre 2002 e 2004: vendidas 145.
-- Fim de 2006: reservas em 407,5.
-- Entre 2006 e 2008: vendidas 25.
-- Dados recentes: reservas em 382,5 (86,8 % das reservas).

Um elemento interessante da situação portuguesa é pois a parte muito importante que o ouro ainda representa nas nossas reservas totais. Veja-se o quadro e comparem-se os vários paises, tanto pela coluna das toneladas como pela das fracções.

E isto apesar do entusiasmo pela venda do vil (?) metal para aquisição de maravilhosas colecções de papéis -- nem sequer para especular no mercado das falsas promessas (lembram-se da inscrição «vale x escudos / dólares / ... em ouro»?), como esta' bem de ver, mas para armazenar e proteger da humidade e dos ratos como segurança de todos no's -- por parte dos nossos génios económicos do tipo Cadilhe.

Para já nem falar nos sacrifícios que os beneméritos representantes do World Jewish Congress que por aí andaram estariam dispostos a fazer para nos aliviar do peso dos nossos horrendos pecados anti-semitas...

Não sendo eu nenhum entusiasta do antigo regime, é caso para se dizer que, neste caso, a pesada herança ainda dura, embora bastante aligeirada...

11:40 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Muito bom! Ele comenta na Al-Jazeera, não é? Vou ver se o apanho a falar mais da crise.

1:44 da tarde  

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