domingo, novembro 04, 2007

Escritores e "inquiridores"

Está no livro Purga em Angola, de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus, agora publicado pela ASA. Em Angola, em 1977, durante as sangrentas purgas que o MPLA levou a cabo após o falhado "golpe dos nitistas" de 27 de Maio, o escritor Pepetela, Prémio Camões em 1997, era "inquiridor principal" da sugestivamente denominada Comissão das Lágrimas (que, pelos métodos que se podem imaginar, determinava quem seria "purgado") e era muito temido pelo seu «registo particularmente agressivo». Outros dois escritores, tal como Pepetela muito celebrados em Portugal pelos seus livros e pelo seu currículo de "luta anticolonalista", foram, a exemplo daquele, "inquiridores" da dita comissão: Luandino Vieira e Manuel Rui. Apoiado pelas tropas cubanas, mandava na altura em Angola e no MPLA, Agostinho Neto, poeta, médico e "grande humanista", como me lembro de lhe chamarem por cá. Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus sublinham ainda no seu livro que «as atrocidades cometidas no Chile de Pinochet assumem modestas proporções, se comparadas com o que se passou na Angola de 1977». Com a colaboração militante, "agressiva", purificadora, destes escritores que Portugal apaparica, elogia e premeia.

4 Comentários:

Anonymous angolano patriota said...

Esse Luandino Vieira nasceu em Portugal e tornou-se angolano e do MPLA para ajudar à desgraça da descolonização e às barbaridades pós-«independência». E o Manuel Rui, também poeta, foi igualmente Ministro da Informação, todos imaginam de que se ocupava naquela altura. Sinto-me enojado só de falar em tal gente.

1:37 da manhã  
Anonymous Jotapê said...

Seria ineressante e,creio,esclarecedor,conhecer a constituição dos júris que concederam esses prémios...

10:34 da tarde  
Anonymous johnny said...

É malta do antifascismo e do anticolonialismo, claro!

4:06 da tarde  
Anonymous João Sena said...

Este livro, horrendo, é um importante contibuto para esclarecer, uma vez mais, as chamadas purgas cumunistas. Lembrar às "pias almas" e aos ditos "intelectuais" que os 80.000 mortos, em toda a Angola, o foram por serem do MPLA. Caçaram na capoeira!
Se puder ser feita a hierquização destes BANDIDOS ressalta que os três maiores foram o Neto , o Lucio Lara e um outro que morreu há anos de seu nome Iko Carreira. Todos antigos estudantes da Casa dos Estudantes do Império, sustentada pela MP, donde só COMUNISTAS saíram!
Mas porque será que nunca foi dado espaço ou plucidade a estes assassinios?
Bem: isso é uma outra história!

11:30 da manhã  

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